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Spirit Tracks

Phantom Hourglass Info Sheet

25 de março de 2009, Game Developers Conference (GDC). No final da apresentação da Nintendo é exibido um trailer. Um novo jogo para Nintendo DS. Um trem se aproxima, e então a surpresa: guiando o veículo, Link, usando um traje diferente da habitual túnica verde.

Anunciado ao mundo apenas menos de nove meses antes de seu lançamento, The Legend of Zelda: Spirit Tracks provocou reações negativas em muitos fãs da série. Alguns afirmavam que o jogo seria apenas enrolação numa tentativa falha de compensar a demora no anúncio de um título para Wii; outros simplesmente não conseguiam conceber o uso de um trem numa temática dita "medieval" e declaravam, com base nesse único ponto, que o jogo seria um grande fracasso.

Para piorar a situação, a Nintendo liberava informações de forma muito escassa. Até faltar cerca de um mês para o lançamento oficial. Então veio uma enxurrada de novidades, e a grande maioria dos que criticavam Spirit Tracks mudaram completamente de opinião. O que antes parecia um mero "Phantom Hourglass 2" mostrava-se um jogo incrível, com uma boa história ambientada numa nova Hyrule, e o melhor de tudo: a nova aventura faria mais jus a ostentar o nome "Zelda" no título do que qualquer um de seus antecessores. Pela primeira vez a princesa de Hyrule teria uma participação intensa ao longo de todo o jogo, ao invés de simplesmente ser raptada pelo vilão (o que em essência não deixou de acontecer).

Embora ambientado num mundo completamente novo, Spirit Tracks guarda relações diretas com seus antecessores, Phantom Hourglass e The Wind Waker. Cerca de 100 anos se passaram desde os acontecimentos da primeira aventura de Link no Nintendo DS. Vemos alguns descendentes dos antigos personagens (como a própria Zelda, que seria neta de nossa velha conhecida Tetra) e até mesmo um sobrevivente desses tempos antigos, na pessoa do velho Niko.

A mecânica do jogo e o estilo gráfico são bem similares a Phantom Hourglass, embora ambos tenham sofrido algumas melhorias. Link é controlado exclusivamente através da tela de toque do DS, e por isso a clássica visão aérea foi adotada, embora os trechos de trem funcionem numa perspectiva mais tridimensional, idêntico ao sistema de navegação do jogo antecessor. Novamente existe um templo principal que deve ser revisitado ao longo de toda a aventura, mas aparentemente as reclamações dos jogadores foram ouvidas, sendo que não é preciso passar por todos os andares até chegar a uma área inexplorada.

Curiosamente, The Legend of Zelda: Spirit Tracks chegou às prateleiras ocidentais (e australianas) semanas antes do jogo ser lançado no Japão, país-sede da Nintendo, o que não é muito comum acontecer. Sem dúvidas ele foi uma grande adição à série, e pode ser considerado um dos melhores jogos portáteis desta.

 

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