caiobex escreveu:
Gawges escreveu:
caiobex escreveu:
Citação:
Mas essa duvida ainda paira no ar,
Simplismente venha,ex-amada,
Se não pudermos nos beijar,
Saberei que já não temos mais nada.
Sob a Lua,sobre este mar de rosas,
Continuo aqui,esperando;
Quero apenas ver se daqui a pouco,
Não estaremos nos beijando.
Linha de raciocínio foi pras cucuias aqui. Você passa de um pessimismo a um otimismo de uma estrofe para outra. Se a pessoa não está completamente centrada no poema, ela se perde nesse ponto. Se você quer escrever algo na internet, tenha em mente que a pessoa que vai ler o que você escreveu nem sempre estará prestando a atenção que você gostaria que ela prestasse e que se você precisa se explicar a alguém depois de escrever qualquer coisa, a obra deixa de falar por si mesma e o ato de escrever perde o sentidoDiscordo totalmente de você nesse ponto. Quer dizer que agora eu devo escrever pensando na burrice dos internautas? Devo me abster totalmente de artifícios literários como paradoxos e antíteses porque "a pessoa que vai ler não prestará atenção"? Se a pessoa não vai prestar atenção no texto que lê, a opinião dela é dispensável. Ser claro e conciso é uma coisa; ser simplista e medíocre é outra totalmente diferente. O texto fala por si só independentemente da má-vontade de alguns leitores.
O que eu quis dizer é que se o leitor não entender o que você quis dizer sendo que, nesse caso, a intenção era a de se entender o poema, o texto falhou. Além do que o texto utiliza de recursos manjados e, citando o tyket no chat, rimas pobres(rimas com verbos, ainda mais no gerundio que é a coisa mais facil de rimar).
Ainda mais porque nesse texto clareza e concisão falham em alguns pontos. Enfim... juro que não percebi que o que eu disse iria soar como se eu estivesse dizendo "faça uma poesia fraca", mas sim "faça algo mais legível" não do ponto de vista poético, mas gramatical. Coisas como o meu primeiro quote ao poema e brincar de mudar de primeira para segunda pessoa do singular dificultam a leitura.Hum...Ok,Entendi.E sobre a parte de passa de triste pra feliz,essa foi a intenção. '-'
Cosplayer escreveu:
Citação:
Sou o Cliche,
sou a contradição
Isso resume o poema.
Isso ME resume.
Gawges escreveu:
Cara, o texto pode até estar carregado de sentimento e ser bem introspectivo, mas ele tem problemas na estética e estilo que o afastam tanto dos ideais dos poemas e poesias.
Apesar de ser escrito em versos, falta-lhe musicalidade, essencial a todos os poemas. Métrica irregular, versos brancos, rimas pobres... Todos esses "erros parnasianos" estão presentes em seu poema, mas não são, de fato, um problema, como bem nos mostrou o modernismo. Mas, mesmo que o movimento literário modernista tenha acabado com esses padrões rígidos, não tirou dos poemas a musicalidade própria deles - a qual o seu texto falha em alcançar.
Seu texto também não é, para mim, uma poesia, porque não desperta em mim sentimento algum. O poema é a forma, a poesia o sentimento; se um poema não desperta sentimento no leitor, o texto é somente poema, não tem poesia. Esse foi o caso comigo. Claro, esses aspectos são mais pessoais e inerentes a cada pessoa.
E pare de ouvir músicas românticas espanholas, não fazem bem à mente.
Gawges escreveu:
Olha, o texto dele estava bem inteligível para mim. De fato, havia erros ortográficos aos montes, mas, apesar de irritantes, não dificultavam a compreensão. O problema é que o poema é fraco mesmo. Não diria que devido ao usode rimas pobres, versos brancos e métrica irregular, já que os poetas modernistas colocaram por terra esse conceito parnasiano de poema - Oswald de Andrade chegava a fazer poemas em que os versos terminavam sempre com a mesma palavra, o que é "pior" do que uma rima pobre. Para mim o detalhe principal é a quase ausência de musicalidade. Isso sem contar o uso de clichês comuns, como bem citou a Cos, o que dificulta a transformação do "poema" em poesia.
Quanto a mudança da pessoa verbal, não entendo como isso poderia dificultar a compreensão do texto. Inclusive, considero um recurso literário interessante - a alternância entre terceira e segunda pessoa em O Príncipe, de Maquiavel, por exemplo, era um dos elementos mais interessantes do livro.
Entendi,o principal problema foi a musicalidade.Vou tentar arrumar isso no próximo poema.Mas realmente é dificil fazer tudo isso quando se tá grogue de sono xD.
Grato pelas criticas.^^
E gawges...Mana OWNA.;)